St. Valentine’s Day – Dia dos Namorados oriental

No dia 14 de fevereiro é comemorado o dia de São Valentim (St. Valentine’s Day), o dia dos namorados comemorado pela maioria dos países, com exceção do Brasil, que comemora no dia 12 de junho, dia de Santo Antonio, o santo casamenteiro.

Diz a lenda, que São Valentim era um padre que viveu no século III. Na época, com o intuito de não atrapalhar o rendimento dos soldados nas batalhas, o imperador romano Claudio II proibia os militares de casar. No entanto, Valentim desobedecia essa ordem e casava escondido, os jovens apaixonados. Ao ser descoberto, é condenado a morte no dia 14 de fevereiro, mas se tornou um mártir para todos os apaixonados.

Anos depois, a Igreja Católica, o consagra São Valentim como um santo. Se aproveitando da lenda e da proximidade do dia dos festejos do dia de celebração a Deusa romana Juno (familia e casamento) e Pan (natureza) na qual era comemorado a festa da fertilidade, o dia 14 de fevereiro passa a se tornar o dia dos apaixonados.

O Valentine’s Day começa a ser comemorado no Japão por influencia da cultura americana, mas dizem os mais céticos, que as comemorações começaram devido a influencia de uma fabrica de doce. Verdade ou não, a celebração do dia dos namorados no Japão segue certas particularidades:

- No Valentine’s Day, não existe troca de presentes, somente as mulheres que dão chocolates aos homens.
- Um mês depois, ocorre o White Day, na qual os homens retribuem os presentes dando chocolate branco as mulheres.
- Os chocolates do Valentine’s Day japones não é necessariamente dado ao apaixonado, mas também aos amigos, parentes e chefes.
- Como não é dado somente a pessoa amada, muito chocolate é vendido nesta época, gerando um grande movimento comercial.
- Dar um chocolate ao chefe é uma forma de respeito e agradecimento.
- Dar um “Honmei Choco” é uma forma de se declarar seu amor.
- Um chocolate caseiro feito pela mulher, tem mais valor que um industrializado.

Chocolate caseiro sempre tem um sentimento especial...

Chocolate caseiro sempre tem um sentimento especial...

Devido as diversas intenções pela qual o presente é dado, existe diferentes tipos de chocolate:

- Honmei Choco: O chocolate dado a pessoa amada.
- Tomo Choco: O chocolate dado aos amigos
- Family Choco: O chocolate dado ao pai e filhos.
- Giri Choco: O chocolate dado a colegas e chefes.

O “Family Choco” eu não conhecia, mas o “Giri Choco” é conhecido de modo pejorativo por “chocolate de obrigação”, ou seja, não tem nenhum sentimento, somente é dado por obrigação social.

Já o Honmei choco e Tomo choco, pode causar certa confusão por transmitir uma mensagem um tanto dúbia… Se não declarado qual é exatamente, não tem como saber se é um Honmei ou Tomo, mantendo aquele sensação de duvida… Será que é amor ou amizade? Creio que nem os espertos comerciantes poderiam criar algo assim que somente a sutil, misteriosa e sensual mente feminina seria capaz…

Assim como o dia dos namorados brasileiro, muitos não gostam do Valentine’s day, alegando ser apenas uma data forjada pelo comerciantes para se comprar presentes. Existe até boatos que falam que São Valentim não existiu de verdade! Sendo uma comemoração falsa e sem o menor sentido. Quem sou eu para dizer se isso é verdade ou mentira… Mas quem não gosta de receber presente? Ou de poder demonstrar seu carinho, dando um presente para a pessoa de quem gosta? Acredito que lendas são tão verdadeiras quanto o valor que elas simbolizam as pessoas que acreditam nelas, assim como os belos sentimentos que elas nos fazem sentir.

Existe uma parte da lenda de São Valentim que faltou eu comentar, que é referente aos seus últimos dias de vida…

Após ajudar na união de vários casais apaixonados e ser preso por isso, imagino que sendo um padre católico que nunca amou uma pessoa e sendo um humano como qualquer outro, deve ter tido momentos de fraqueza, na qual deve ter indagado a Deus e a si mesmo… Será que valeu a pena ter se sacrificado para proteger o amor? Será que era realmente algo tão valioso que valia a pena ter sacrificado sua vida?

Nos dias que se seguiram, não recebeu uma única resposta, nem de sua mente, nem dos céus… Apenas um imenso vazio em seu interior, seu mundo se tornara cinza, assim como sua cela… Afinal de contas, não era um santo, apenas um homem, que não sabia muito bem pelo que lutou e arriscou sua vida…

Tac… Tac… Tac… era um barulho que sempre escutava se aproximando quando lhe entregavam a comida… mas desde que entrou na prisão, se isolou de tal forma em uma prisão interna na sua mente, que nem reparava em quem trazia sua comida… Mas neste dia foi diferente, ela foi acompanhada de uma voz doce e suave, que o despertou. Ela um jovem donzela, um pouco estranha, pois usava peças de roupa com cores que não combinavam e tinha uma varinha em suas mão, assim como seu olhar parecia ser vago…

A donzela se apresentou como sendo a filha do carcereiro e indagou ao padre porque estava triste, afinal de contas, ela ficou sabendo que Valentim tinha feito coisas fantásticas por milhares de casais apaixonados, que todos os dias rezaram para que o padre tivesse a vida poupada pelo imperador. Então Valentim ironicamente respondeu que não sabia se valeu a pena lutar por algo que ele menos nunca sentiu… Que ela nunca saberia o que ele estava sentindo naquele momento.

A donzela suspirou e disse suavemente que nunca viu o sol, apesar de sentir o calor em sua pele, nem a beleza das flores, apesar de sentir seu perfume ou como são os belos pássaros da qual escutas belas canções… Infelizmente Deus não concedeu o dom da visão… Mas estava feliz por ter a chance de sentir elas da forma de podia… Mas amor, ela acreditava que era algo que não estava ao seu alcance sentir, visto que ninguém iria amar uma mulher cega.

Valentim ficou chocado por ter sido rude com ela, assim como um idiota por reclamar de sua situação, percebendo que aquela jovem enfrentou com alegria, dificuldades maiores do que ele em sua vida inteira. Passado esse desconforto inicial, eles se tornaram bons amigos, conversando sobre diversos assuntos, compartilhando alegrias e tristezas, assim como desejos profundos mas sinceros, que pareciam distantes de se realiza.

O tempo passou, e a amizade deles foi se tornado muito tão próxima, que se tornou naturalmente paixão e finalmente amor… Infelizmente isso não durou muito… Assim como o tempo ajudou a aproximar esse casal, o tempo era a impiedosa contagem regressiva para a execução de Valentim. Poucos dias antes da execução, o carcereiro afastou sua filha de Valentim, prevendo o sofrimento dela… Dias depois com um olhar confiante, Valentim foi executado.

A filha do carcereiro ficou inconsolável por dias… Até que recebeu de seu pai uma carta escrita por Valentim… Ela abraçou a carta e sorriu, tentando enxugar as lágrimas que não paravam de sair… Ela pensou em seu intimo, com um sentimento de riso e ternura… Valentim… meu amado… irônico até no fim… como posso ler essa carta? Esqueceu que sou cega?

Neste instante, ela sentir seus olhos coçarem e uma onda de calor entrarem através deles… Assim como sua mente latejar, como se sua mente estivesse recebendo lembranças de coisas que nunca tinha visto antes… Ela não podia acreditar… estava podendo ver novamente! Assim como podia entende claramente o que estava escrito naquela carta…

Na carta estava escrito:

“Não sou santo, sou fraco como qualquer homem comum, não tenho fé suficiente para acreditar do fundo de meu coração em algo que nunca senti… Admito que sou fraco e por isso agradeço a Deus por ser compreensivo comigo, por permitir que eu pudesse amar…

Mesmo que se fosse apenas por um dia, apenas por uma hora, apenas por um segundo… Já era o suficiente para sentir que valeu a pena sacrificar minha vida…

Em meus últimos momentos, peço a Deus desculpas por ser tão mimado, egoísta e abusado… Mas queria mais um ultimo desejo… que você, minha amada pudesse ler essa carta…

De seu Valentim”

Se essa é a lenda verdadeira ou apenas algo da minha mente que juntei uma peça aqui ou ali, deixo para a imaginação de vocês descobrirem… Ou não, afinal de contas, lenda nunca são exatas, o que importa é o que aprendemos com elas…

Feliz Valentine’s day a todos!! =)

Links de referencia sobre o assunto:
St. Valentine’s Day (O Dia dos Namorados) – Curi
Chocolate só para os meninos – Meu Japão
Valentine´s Day e White Day no Japão – Nipocultura
Valentine’s Day and White Day in Japan – Kodansha (em inglês)
Dia de São Valentim celebra santo que nunca existiu – Folha Online
Valentine’s day com mangas – Henshin

Este artigo é escrito por linkshira para o site Asia4net, se estiver lendo este artigo em outro site, por favor nos avisem do plágio nos comentários. Valorizem o trabalho de quem se esforçou pesquisando e escrevendo com todo o carinho e dedicação para você!

One thought on “St. Valentine’s Day – Dia dos Namorados oriental

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